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Actualizada em
28/02/13

CAMPANHA NACIONAL SOBRE A CRISE DO SUG

Ruina das universidades galegas. Junta e reitores culpáveis

Vivemos num mundo onde a mentira é umha arma. Só o duplo fio desta espada separa o estudantado de "exaltad@s", centos de manifestantes de "algumhas dúzias de pessoas", bem-pagos repressores de "excelentíssimos reitores", a liberdade de expressom do "atentado contra o património público"... Porque estas parelhas de palavras, estám relacionadas. É mais, em realidade, designam o mesmo facto. Porém, o jeito de se referir a elas vai abrir um abismo insalvável entre as pessoas que empregam umha e outra. Num dos casos, essa palavra, ao nom se corresponder com a verdade, transforma-se numha mentira, nessa arma esgrimida centos e miles de vezes polos meios de comunicaçom de massas, para que só umha de cada duas palavras seja imprimida a lume no pensamento colectivo, que só umha atravesse a peneira do que é politicamente correcto, e o que nom: a través do bombardeio sistemático de desinformaçom.

É por isso que nom podemos deixar de qualificar de patranha todo o que se está a dizer sobre a situaçom do Sistema Universitário Galego, que nom poderia ser pior: Dívidas astronómicas (no caso da USC ascendem aos 9,5 milhons de euros), situaçom de deficit estrutural, diminuiçom crescente do número de matriculad@s, recorte e privatizaçom dos serviços públicos (rebaixa do número de vagas nas residências universitárias, diminuiçom das quantias e número de bolsas concedidas, acrescentamento do importe das taxas e matrícula) e um longo etcétera.

De facto, a desastrosa situaçom financeira da universidade pública galega "dá-se a conhecer" (como se nom fora um facto denunciado reiteradamente desde o estudantado mais combativo e consciente) precisamente agora, num momento em que o ensino na Galiza sofre os primeiros embates da LOU, imposta polo governo fascista do Partido Popular em contra da vontade do estudantado galego, que se mobilizou durante meses em contra desta lei e do governo antidemocrático que a criara.

À sua vez, foi esta imposiçom a ponta de lança das reformas para o novo espaço de convergência europeu (EEES), o que supom mais um passo face ao que se deu em chamar "autofinanciamento", e mais um presente da política educativa do PP às empresas e capitais espanhol e europeu. Isto significará que o estado espanhol já nom se verá na obriga legal de destinar parte do orçamento ao ensino público (que em lugar de crescer segundo as necessidades do estudantado, mesmo diminui), que deverá "sacar as castanhas do lume" ele mesmo. Tendo em conta que o gasto totalpor estudante na Galiza é um 86% da meia estatal, as conseqüências para o ensino público serám ainda mais graves no nosso país, acelerando a penetraçom total e o domínio das empresas. Isto somará-se aos actuais processos de privatizaçom e recorte, ao nom poderem competir as universidades galegas com o investimento público doutros estados da Uniom Europeia. A percentagem do PIB destinada ao gasto público universitário é do 1,5% nestes estados, frente à meia das comunidades do estado espanhol, que nom chegam ao 0,9%. No caso da Galiza, é do 0,58% na actualidade (em 1999 era do 0,65%), com o que é evidente a queda brutal de um gasto que já era irrisório. Assim, obriga-se a miles de moç@s galeg@s a emigrarem fora do seu país se quigerem receber umha educaçom digna e de qualidade.

Deste jeito, @s galeg@s que nom tenham o nível económico suficiente para se permitirem estudar, e sem nengum tipo de ajuda estatal, deverám de se enfrentar à precariedade laboral, ao emprego submergido e se verám na obriga de serem mao de obra barata. Por enquanto, a educaçom volta a ser um privilégio que possui a classe dominante, fora das possibilidades da maioria da populaçom.

Ante esta situaçom, as administraçons lacaias do governo espanhol –Junta da Galiza, equipas reitorais, conselhos de governo universitário- tenhem um pacote de medidas directas e facilmente aplicáveis: despido massivo de PAS, incremento do recorte em prestaçons básicas e privatizaçom de serviços públicos (isto permitirá umha maior entrada legal das empresas e do capital bancário no ensino público, ficando as necessidades do estudantado galego sujeitas às leis da oferta e da demanda). Estas medidas, disfarçadas sob as palavras (mentiras) "política de austeridade", devem ser cumprimentadas com a cumplicidade de uns personagens sem os quais nom seriam possíveis as expectativas de enriquecimento de corrupt@s cargos administrativos e políticos. É o caso dos reitores "galegos", que nom aguardam o momento de demonstrar o seu servilismo aos ditados espanhóis e do Capital. Declaraçons como as do Seném Barro, reitor da USC, em que defende que "a situaçom nom é dramática, nem muito menos", deixam bem claro de que lado estám nojentos personaginhos como ele, e que nengumha ajuda podemos aguardar de semelhantes hipócritas.

As opçons que nos deixam som bem poucas. Fórmulas servilistas que pretendem passar por combativas, e às que o autonomismo nos tem acostumados, nom som mais que um jeito de agachar hipocrisias, de camuflar pactos e amiguismos com a direita e o espanholismo mais retrógrado e franquista; e nom oferecem nengum caminho fora de reformismo inútil que afoga movimentos e luitas populares.

De AGIR, fazemos um chamado de luita ao conjunto do estudantado galego, propomos umha linha de combate sem concessons contra os culpáveis da destruçom e venda do ensino público galego; porque é o momento de agirmos, é este e nom outro, no que podemos ganhar o que é um direito.


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