
À sua bola: a conselharia, de propaganda

Março 2010
A Conselharia de educaçom agoira um novo esperpento da política-ficçom. Segundo reproduzem com mimética expectaçom os meios de comunicaçom de massas, a Junta prepara para o vindouro curso académico o "Espazo Abalar", um lugar onde de jeito piloto se realizará um seguimento informatizado da evoluçom de aproximadamente 14.000 alunos e alunas. O socorrido argumento publicitário está claro: as famílias poderám atender via cibernética a assistência e alguns aspectos do progresso escolar das suas crianças.
Ao parecer, o projecto da conselharia é muito mais grosso. O espaço na rede serviria para realizar trámites administrativos geridos por esta, assim como abrir ferramentas de compartimento de currículos e facilidades ao alunado que deve permanecer longas temporadas sem assistir no centro a aulas. O curioso, no entanto, é a forma em que algum meio como La Voz o recolhe. O manchete espectacular sobre o controlo familiar do alunado deve ser motivo de mais dum sorriso da tropa de cutres e ridículos responsáveis da conselharia, tam apertados ultimamente pola sua incompetência.
A ideologia é perversa. Nada se diz sobre controlo familiar da docência, nem de facilitar ou achegar as famílias à escola. Nas notícias tampouco se fala da famosa "fenda digital" que tanto repetem outras vezes para reflexar as dificuldades de conexiom a internet em determinadas áreas rurais ou a exclusom classista de importantes sectores trabalhadores da sociedade do acesso às novas tecnologias. Tampouco se percebe o alunado como sujeito interessado na qualidade do ensino, para além de incitar a futuristas expectativas paternais de controlo como facilmente satisfeitas por arte de conexiom rápida.
Neste sentido, qual o problema que solucionaria este "Espazo"? Que carência educativa pretende cobrir o espanholíssimo Jesús Vázquez? Há algo por trás do mascarom propagandístico e o espírito progre de utilizar internet para todo? Em todo isto, onde ficam as necessidades educativas imediatas: o rátio de alunado/professora; a abertura e oferta "extraescolar" fora do horário lectivo; a formaçom na língua galega como requisito essencial para o exercício docente; a renovaçom curricular em matéria sexual; o acondicionamento de serviços desportivos, tecnológicos, académicos vários nos centros; a qualidade na arquitectura volátil com cada vento que zoa nos liceus do País; a gratuidade do material académico; a reforma dum sistema educativo único para a cidade e para zonas demograficamente desertizadadas... etcétera.