
AGIR interveu contra a cumplicidade fascista na USC

Fevereiro 2008
Umha trintena de estudantes da USC acudiu hoje ao recebimento estudantil à fascista Maria San Gil, popular extremista espanhola de Euskal Herria.
A organizaçom estudantil da esquerda independentista AGIR organizou-se para boicotar a presença deste elemento fascista numha palestra, para mais ironia, organizada sob o nome de "A muller na sociedade e na economía".
Em plena campanha eleitoral espanhola, a USC, e nomeadamente o Decanato da Faculdade de Económicas e Empresariais, ousou trazer sem nengum rubor umha das mais altas representantes da repressom social e política em Euskal Herria.
Como já figéramos com Conde-Pumpido no seu dia na Faculdade de Direito, e com Ameijeiras no mesmo lugar, os e as estudantes revolucionárias/os deixamos em evidência que a Universidade serve de pasarela para todo o tipo de macacos que infestam o clima académico com extrema chularia e violência, ao tempo que nom aportam absolutamente nada para o desenvolvimento dum ambiente próprio dumha instituiçom desta importancia.
Trouxérom as ferramentas de EH. Brutalidade policial.
Nom se andárom com remendos. Os escoltas pessoais que acompanhavam Maria San Gil, junto com meia dúzia de bestas-macho, arremetérom com decissom sobre o conjunto dos e das estudantes nada mais aceder ao interior da Faculdade, onde os aguardávamos. Vistas as dificultades para que a militante do Partido Popular pudesse oferecer a sua palestra com o consentimento do estudantado, emprendérom-na a golpes e “porrazos”.
Um dos indivíduos que formavam a “comitiva de segurança” mesmo chegou a agir com entusiasta brutalidade enquanto decorria a palestra, ao dirigir-se aos e às concentradas com o punho por diante, e agredindo com patadas companheiros e companheiras que resultárom afortunadamente mancados e mancadas de escasa gravidade.
Mais dumha hora permanecêrom @s jovens às portas do Salom de Graus, berrando consignas como “Jarrai, Haika, Segi, aurrerá!!”, “Democracia, para Euskal Herria”, “Fora fascistas da Universidade” ou o consabido “Espanhóis? Para quê!...”
Mentiras, mentiras, mentiras…
É compreenseível que os meios de comunicaçom nom digam mais do que disparates: ignoram todo o curso o estudantado; normal que quando este se mobiliza e tentam criminalizar-nos nom dem umha no alvo.
Veja-se por exemplo La Voz de Galicia sentenciando que certas fontes vinculavam o acto à “Agrupación de Independientes Radicales”, em clara (ou nom tanto) referência a AGIR.
A pesar de ter transcurrido às 15 horas de hoje apenas hora e algo dos factos denunciados, os meios de reproduçom escrita e audiovisual lançárom-se a informar dumha “agressom tencionada” por parte “de estudantes extremistas”. Mesmo dam fé de que até três (¡!) membros da repressom teriam sido atingidos levemente pola fúria estudantil… o qual é absolutamente falso.
Às 16 horas o cabeçalho na rede deste meio de intoxicaçom masiva foi literalmente “Tres escoltas de María San Gil, agredidos en un incidente con jóvenes en Santiago”. Tardarám umhas horas em atinar algo melhor? Ou continuará a farsa nas próximas horas?
Enganam-se e tentam enganar-nos. Mas nom o conseguem. Nós estivemos lá. E volveremos estar tantas vezes quantas queiram a Reitoria e os Decanatos ser cúmplices do terrorismo de Estado, da tortura, da violaçom de direitos elementares, e da exclussom e marginalizaçom social.
FASCISTAS, NOM NA UNIVERSIDADE!
SOLIDARIEDADE COM O POVO BASCO!!



