
Forte resistência à reforma laboral desde as universidades francessas

Março de 2006
As universidades francesas voltam ao debate público. Desde a terça-feira passada, dia 7 de Março, quando os sindicatos convocárom umha greve a nível estatal, e até o passado dia 10, sexta-feira, por volta de 45 universidades (mais da metade do total do Estado francês) decidírom suspender as aulas como medida de pressom do estudantado organizado. Esta paralisaçom prevê-se que finalize, em princípio, a vindoura terça-feira 14, quando haja umha semana do começo das revoltas.
O motivo da fervente agitaçom estudantil provém das políticas neoliberais do governo da direita. Concretamente, suscita grande rechaço entre a juventude, a estudantil inclusive, a chamada Lei de Igualdade de Oportunidades. Um dos pontos da polémica reforma legislativa, denominado Contrato de Primeiro Emprego (CPE), auspiciado polo ministro Dominique de Villepin, introduzirá inovaçons nas contrataçons para menores de 26 anos. Assim, poderá-se aceder a um emprego indefinido mas com possibilidade de despedimento livre nos dous primeiros anos de trabalho. O único requisito que se estabelece sobre o despedimento será o dum pré-aviso com duas semanas de antelaçom. Umha vez expuls@s dos seus empregos, @s jovens só poderám aceder a 8%, como máximo, da remuneraçom bruta do tempo restante previsto no contrato.
Mas nem só @s estudantes estám a tomar as ruas. Operári@s contras as reformas laborais, pensionistas em protesto pola perda de poder adquisitivo (10% em 10 anos) e milhares de jovens ameaçad@s pola crescente exploraçom patronal.
Neste revolto panorama, a conhecida Universidade da Sorbona de Paris tornou de novo, esta semana passada, o centro de atençom informativa que tivo antanho. Numerosos confrontos e incisivos actos de rebeldia tivérom lugar dentro e nas redondeças dos campus universitários. Centos de estudantes organizad@s ocupam, contra as disposiçons do Reitorado, os prédios da instituiçom educativa, enfrentando-se aos efectivos antidistúrbios enviados polo executivo francês.
De AGIR queremos solidarizar-nos com os aproximadamente 15 estudantes que tenhem sido arrestad@s nestes actos de contestaçom social, além de saudar com um agradecido espírito revolucionário esta mostra da força que a unidade do estudantado nos outorga para enfrentar os golpes do capital. Encorajamos a mocidade do Estado francês a manter o pulso às autoridades e a nom recuar ante a ofensiva da repressom.
Mais um exemplo actual e próximo dos enormes conflitos que deixará ao seu passo a queda do neoliberalismo na Euopa. O estudantado organizado tem muito a dizer!!